O grande lançamento do ano
Posted by Wallace Ischaber on Feb 6, 2010 in Meu blog, Ví por aí | 5 comments

Quem sabe inglês já percebeu que a escolha do nome foi meio infeliz.
Este início de ano aconteceu a mais importante ação que uma empresa pode fazer: o lançamento de seu mais novo produto, mas não falamos de uma empresa qualquer, o assunto é a Apple e o lançamento de seu Ipad.
Os lançamentos de produtos da Apple são verdadeiros shows de relações públicas. Mobiliza o mundo inteiro, jornalistas varrem a internet atrás de informações, convidados para o lançamento filmam e transmitem ao vivo de seus celulares, webcams e tudo que possamos imaginar como ferramenta para registrar o evento. Todos passam o dia e os próximos comentando sobre o mais novo brinquedinho.
Nenhuma empresa que eu já ouvi falar nesta minha vida consegue tanta mídia espontânea positiva em um único dia. Só mesmo a Apple.
Em tempo real, vários blogs e tweets com as fotos da apresentação. Ao encerrar o lançamento a Apple já tinha no ar o site do produto, com vídeo, descrições e todo o press kit disponível.
Um verdadeiro espetáculo. Essa é a minha opinião como Comunicólogo e Relações Públicas.
Agora a minha opinião como Marketeiro e amante de tecnologia.
Eu até entendo a apresentação do novo produto ser feita meses antes da comercialização, neste mundo onde nada mais é segredo, seria pouco provável conseguir segurar a informação do lançamento já quando estiver produzindo as primeiras unidades. Mas não entendo é a variação do Ipad normal e o Ipad com 3G. Se o cerne da idéia do produto é a ultraportabilidade por que já não ser o básico ter a conexão 3G? Até os computadores da Positivo tem! Neste momento estou conectado através de um pendrive modem 3G. Por que não o Ipad já sair com isso padrão?
Não sou um fanboy da Apple. Não tenho um adesivo da maça mordida na bunda do meu carro. Produto da empresa da maça eu não tenho nenhum e sempre quando me imagino adquirindo um produto deles, penso que existem melhores de outros fabricantes, pelo menos aqui no Brasil, aonde os produtos da Apple chegam com os valores meio proibitivos. Acho que se a carga tributária não fosse tão alta a maçanzinha conquistaria uma parte maior do mercado brasileiro. Mas também vejo a Apple não querendo abraçar tudo e todos, isso é foco! Dona Maria tem um Ipod Suffle, aquele primeiro, que parecia um tabletinho branco. Lembro que eu critiquei: “Que merda de mp3 player é esse? Tem a metade da capacidade do meu, não tem display e custa 4x mais!”. Bastou ouvir um pouquinho de música nele e percebi as diferenças, o som era fantástico, a bateria durava uma eternidade, a interação com ele é divertida e além de tudo ele era bonitinho e caprichado pacas!
E o Ipad? Cadê a maldita câmera? Como trocar a bateria? Não tem USB, leitor de cartão, nem mesmo um Bluetooth? Não é multitarefa! Poxa! Até “o guerreiro”, meu Nokia N80 é multi-tarefas e tem 2 câmeras! Olha só, estas são reclamações de usuários de Iphone já em 2007!
Reafirmo pra mim, a Apple não quer todo mundo como cliente, mas quer ser desejada por todos. É a mesma coisa com meus clientes, posso escolher aquilo que faço bem, e aquilo que não desejo fazer.
A Apple consegue sustentar as suas VCC’s (vantagem competitiva circunstancial – aquilo que são suas vantagens frente à concorrência) por muito tempo, foi assim com o Ipod, com o Iphone e será com o Ipad. Mas até que seus concorrentes a alcancem, já vendeu muito e seu nome ta feito. A Apple é aquela que mostra ao mercado as tendências, ela é seguida, muitas vezes ultrapassada, mas ainda assim consegue abocanhar o mercado que deseja.
Os Ipods e Iphones, realmente são bem divertidos, mas quando se coloca todas as qualidades na balança os brinquedinhos da Apple costumam levar algumas surras. Para piorar as coisas, além da normal concorrência, temos os chinas que estão copiando de tudo, até gente! Ipad Wi-fi para final de março? Garanto que os chinas lançarão o “Ipag” no final de fevereiro já com 3G!!!
É esperar para ver.
:: Hoje vou ao início do Carnaval em BH, camarote do prefeito e tudo mais. Carnaval em BH é uma semana antes, porque durante o verdadeiro carnaval, todos da cidade fogem! A música de hoje é para os que me criticaram dizendo que prefiro as músicas gringas em detrimento das brasileiras e para meus amigos de Brasília que acredito que o carnaval lá também seja uma merd…
Com vocês o poeta brasileiro, Falcão com G.R.E.S. Eu e meu cachorro!
Queer Post
Posted by Wallace Ischaber on Jan 14, 2010 in Interessante, Meu blog, Pessoal | 5 comments
Não tinha um título pior para esse post. O assunto é gay mesmo: “Design”.
Estes dias, conversando com a amiga Marcia Ceschini, vi em um de seus blogs (You Too) a nova embalagem da Coca Cola Light, que agora é Coca Cola Light Plus, com minerais e o escambau. A embalagem me chamou atenção, daquelas de energético, fininha, visual bem clean, nada espalhafatoso como era a antiga embalagem preta, prata, branca e vermelha.
Durante a conversa citei mais um exemplo de embalagem de bebida que me chamou atenção, novamente mais um produto da Coca Cola, o refrigerante Aquarius Fresh (aquele do comercial da Mariazinha). Até pouco tempo sua embalagem era parecida com de água mineral, esverdeada, toda feia e confusa. Agora é toda clean, simétrica e com um visual super moderninho. Me fez até comprar um. Voltando de um cliente de Divinópolis para BH, 2 horas de estrada, antes de partir da cidade da moda, parei em uma loja de conveniência de um posto de abastecimento e a garrafa no frezer me chamou atenção, Abacaxi com hortelã, hum, peguei, paguei e vim bebendo na estrada. ECA! Ruim pacas quando esquenta e descobri que o refrigerante é de maça e limão, de abacaxi e hortelã só o sabor artificialmente idêntico a Abacaxi com hortelã (sobre o sabor estas são as palavras do site do fabricante). Mas mesmo assim fui seduzido pela embalagem no momento da compra.

Eu não ligava muito para esse tipo de coisa não, até morar em Brasília com meu amigo Souza e este ter me influenciado. Este animal do Souza deixou uma garrafa long neck de alumínio da Heineken como decoração de sua mesa por meses. E eu sempre perguntava que dia iríamos beber daquela cerveja e o cara só falava que gostava muito do design daquela garrafa e não iria abrir para não danificar a embalagem. Pouco tempo depois ele me convidou para beber da garrafa.
Apartir daquela influência comecei a dar mais atenção para o design de embalagens e apresentações de produtos. Cai na real que a apresentação conta muitos pontos e que faz a diferença na escolha ou fidelização seja em bebidas, comidas, projetos, apresentações, caixas, pacotes ou qualquer coisa que precise de uma boa apresentação.
Abordei este assunto porque sempre percebi que meus colegas de profissão, os Relações Públicas, nunca conseguiram uma integração e entendimento com o pessoal de publicidade e design. Acho que é por causa da formação. Lembro-me que a matéria de Estética foi nos primeiros períodos, aqueles que a gente fica no estacionamento fazendo vocês sabem o que. Comunicação Publicitária a professora nem sabia do que se tratava. Será um erro na formação desta profissão? Será mesmo que a tal comunicação integrada é balela ou muitos profissionais de RP não dão importância para isso?
Já vi muita empresa onde a comunicação integrada funciona muito bem, onde os profissionais das diversas áreas sabem trabalhar harmoniosamente. Tá certo que as faculdades não estão lá grandes coisas. Se dermos uma volta na internet e passearmos pelos blogs e sites de nossos colegas RP’s. Veremos uma falta de cuidado desgraçado na questão do design de suas ferramentas. Carnaval de cores, formas e até mesmo o design default da ferramenta.
Acho eu que embalagem não é só uma forma de transporte e acondicionamento de algum produto, mas uma questão de apresentação também, apresentação de qualquer coisa, até de idéias.
Vamos colegas de profissão, podem marretar e detonar!
Obs.: Papo mais viado que design e RP só se for sobre anal bleaching, happy farm, texturas de paredes ou cortinas e tapetes.
:: O som do momento: Para elevar o nível de testosterona depois deste post só mesmo Ultraje a Rigor com suas letras inteligentíssimas, música para macho, viril e varonil.
Ah este som, me lembra a minha adolescência e as festinhas americanas (meninos levam bebidas e meninas levam a comida – rsrsrsrs sem trocadilhos), tudo ao som da vitrolinha vermelha, Titãs, Ultrage, Hanoi e outros. Era a festinhas desculpas para as ficadas.
Ah! Se eu fosse homem… (Acústico) – Ultrage a Rigor
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Final de ano é PHoDDa!!!
Posted by Wallace Ischaber on Dec 29, 2009 in Meu blog, Músicas, Pessoal | 2 comments
PHoDDa. Escrito assim mesmo, quem me ensinou esta fantástica grafia para uma das mais utilizadas palavras do nosso português é uma pessoa especial, nosso querido PC do CONFERP/CONRERP. (PH de pharmácia para mostrar a formalidade e 2 D’s de Toddy para mostrar que é forte. Sempre em maiúsculas). Sempre escrevo e digito assim e quando falo tenho que explicar a grafia. Sempre lembro do PC. Em seu blog, PC conta a saga que enfrenta junto com seu companheiro o Valente. Abraços PC, você é um de meus heróis!!!
Fim de Ano é PHoDDa!!! Época de planejar o próximo ano em meus projetos de clientes, festas de confraternizações (este ano foram 5 diferentes), definir estratégias, reuniões de planejamento, brindes, campanhas, orçamentos, planos de publicidade e mídia, mapas no Mindmanager, GantProject, projetos no Project e etc.
No campo pessoal também é PHoDDa!!! Sou pai solteiro, presentes, recuperação, aulas particulares e passa de ano, mas me estressa demais. Na noite de Natal é um desespero. Passo em casa com a família, Dona Maria longe com a dela, tenho que buscar na madrugada meu menino na casa da mãe. Sogro Highlander que só apronta. No dia 25 ele resolveu dar um susto na gente, médicos, enfermeiros, ambulância e tudo mais na casa de Dona Maria. (meu sogro é um dos últimos highlanders que caminham neste planeta, não quer ir embora de jeito nenhum, tetraplégico e etc. Tem força demais o velho. Torcemos para que continue nos dando sustos em mais um monte de natais aí pra frente).
Como sou um profissional que trabalha com planejamento, definição de metas e etc, final de ano não posso deixar de definir “meu planejamento estratégico pessoal” e definir metas para o ano que vem. Vamos lá com a maldita lista para 2010:

- Comprar um aquário
- Conquistar novos clientes
- Eleger 2 deputados estaduais, 1 federal e participar da campanha de senador e governador
- Tirar do papel meu projeto social
- Viajar com Dona Maria para alguma praia (nem que seja Itaoca-ES)
- Aprender a pilotar moto
- Desenferrujar o meu inglês
- Rever os amigos em Brasília
- Saltar de pára-quedas
- Comprar uma motocicleta
- Trocar o meu notebook
- Ter somente um celular
- Lutar para a reabertura da ABRP-MG
- Fazer exercícios
- Andar de bicicleta
- Parar de fumar
- Aprender outro idioma
- Matar meu Orkut
- Twittar mais
- Perder o vício em séries (principalmente House MD)
- Enrolar mais um ano a Dona Maria (namoramos a 11 anos)
- Ir mais vezes ao sítio
- Comprar um Wayfarer ou um Millionaire
- Lavar o carro toda semana
- Uma nova tatto
- …
PARÔ!!! Vamos parar com essa lista. Por enquanto só vou pensar no Beta em uma taça de conhaque e pronto!!!
Que venha 2010!!!
Sei que não vou bloggar até 2010, agora a noite é aniversário de meu irmão, amanhã vou a um cliente em Divinópolis e ano novo vou passar em um condomínio fechado em Rio Acima aos pés de uma montanha, só eu e Dona Maria. Sossego total. A música de hoje é trilha do final de ano tranqüilo com a minha Dona.
Na verdade a primeira vez que ouvi Instituto Mexicano Del Sonido foi na série Californication, em uma cena com agente do Hank, a esposa e a secretária (Dani California do Suicide Girls!!! Ahahahahuhuhuhu!!! Séries de TV é um espaço fantástico de merchandising) e esta música ficou igual chicletes em meus ouvidos!!! Detalhe: a música é em português e bem conhecida por nós.
Com vocês, Instituto Mexicano Del Sonido com a música: A girl like you.
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ÔÔÔÔ SEU MACONHEIIIIIIIRO!!!
Posted by Wallace Ischaber on Dec 23, 2009 in Interessante, Meu blog, Videos, Ví por aí | 12 comments
Alguns dias atrás estavam eu voltando de não sei onde, com meu cunhado em meu carro, tenho uma KA e meu cunhado uns 130 quilos, os dois na frente do carro é uma piada, para passar as marchas tenho que pedir licença ao meu cunhado. Bem, perto aqui de casa, um camarada avançou no cruzamento sem olhar, brequei e soltei: “Ô seu fiodumaégua!!!” Meu cunhado com uma sabedoria que só ele tem, já que é cervejeiro e o rótulo de suas garrafas levam a imagem de um pirata, me solta a seguinte orientação: “Na próxima vez que for xingar alguém, xingue direito. Fiodumaégua não surte efeito mais neste caboclinhos de nossa sociedade. Use maconheiro.”
Fiquei com aquela orientação na cabeça e poucos dias depois tive a oportunidade de utilizar o novo xingamento aprendido. Um camarada no estacionamento de um supermercado não me vê aguardando e entra de uma só vez na vaga, putzzz! Solto eu:
“ÔÔÔÔ SEU MACONHEIIIIIIIRO!!!”
Caramba!!! O cara ficou nervoso demais, desceu do carro, tive que trancar as portas e subir os vidros, socou a janela, mandou que eu descesse e dizer aquilo de novo na cara dele, arranquei e desisti de fazer minhas compras.
Mas de onde veio esta raiva toda?
Como o assunto aqui é um pouco de comunicação, vou tentar abordar isso pela ótica desta ciência.
Uns 2 dias depois da quase surra e ainda um pouco amedrontado pela idéia de encontrar o tal “motorista maconheiro” novamente, baixei adquiri um documentário que aborda o assunto: Maconha. É ele: Grass. Narração de Woody Harrelson, conta sobre a maconha nos Estados Unidos, desde como era utilizada antes da proibição, como foi essa proibição e a tentativa durante todo o século XX de coibir o seu consumo. Quem puder assista. Se quiserem eu passo o link eu digo onde adquirir o filme.
Uma personalidade que me chamou a atenção no documentário foi Harry J. Anslinger. O PAI da proibição da maconha no mundo inteiro. O cara era o chefe da repreensão a maconha nos USA. Ficou 32 anos como delegadão proibidor da maconha, de 1930 até 1962, e se não bastasse, ainda foi pra ONU onde conseguiu proibir no mundo inteiro o “tapa na pantera”.
Anslinger durante os anos que comandava a luta contra a cannabis, utilizou de um a tudo, técnicas de comunicação, estratégias de marketing e tudo de relações públicas. No início culpou os mexicanos alegando que eram eles que traziam a maconha, depois o jazz e os negros pelo consumo desenfreado.
O czar da proibição da maconha utilizou de contatos em grandes jornais para pregar a proibição, historinhas na imprensa sobre mitos da droga, usou Elvis como garoto propaganda, (Elvis!!!), fez filmes educativos onde mostrava o tiozinho que vende hot-dogs na porta da escola traficando escondido dentro do pão, propagandas mostrando drogas dentro de balas e sorvetes para viciar crianças, o cara doidão enmaconhado batendo o carro, estuprando pessoas, cometendo crimes, a jovem enmaconhada caindo na orgia e etc.
E conseguiu.
Esse material todo correu o mundo na época de nossos pais. O “maconheiro” era o demônio, era a praga da sociedade moderna, acabava com famílias e tudo mais, fumava e se transformava em um monstro, tipo o “Pateta e o Senhor Volante“.
Acho que é por isso que o xingamento: “ÔÔÔÔ SEU MACONHEIIIIIIIRO!!!”, é tão ofensivo. O sentimento vem de tudo que foi bombardeado encima de nossa sociedade.
Harry J. Anslinger, tem que ser homenageado pela comunidade RP mundial pelo que fez e ensinou, ou será que ele fez isso tudo só porque era genro de um dos sócios da DuPont que na época criou o nylon e as cordas de nylon em uma época que as cordas de cânhamo dominavam o mercado???
Lembrem-se, ao utilizar do xingamento: “ÔÔÔÔ SEU MACONHEIIIIIIIRO!!!”, certifique-se que a via se encontra desobstruída, os vidros das janelas fechados, as portas travadas e nenhum carrinho de compra impedindo o arrancar do automóvel.
Observação: Não sou usuário de maconha, não fumo isso, apesar de ainda cair no conto do cookie batizado…
A música da vez é: Muggles de Louis Armstrong. Música de 1928, jazz, tocado por negro, com o título bem sugestivo relacionado ao assunto do post. Musiquinha para dar um tapa as 2hs da manhã.
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