O grande lançamento do ano

Quem sabe inglês já percebeu que a escolha do nome foi meio infeliz.

Este início de ano aconteceu a mais importante ação que uma empresa pode fazer: o lançamento de seu mais novo produto, mas não falamos de uma empresa qualquer, o assunto é a Apple e o lançamento de seu Ipad.

Os lançamentos de produtos da Apple são verdadeiros shows de relações públicas. Mobiliza o mundo inteiro, jornalistas varrem a internet atrás de informações, convidados para o lançamento filmam e transmitem ao vivo de seus celulares, webcams e tudo que possamos imaginar como ferramenta para registrar o evento. Todos passam o dia e os próximos comentando sobre o mais novo brinquedinho.

Nenhuma empresa que eu já ouvi falar nesta minha vida consegue tanta mídia espontânea positiva em um único dia. Só mesmo a Apple.

Em tempo real, vários blogs e tweets com as fotos da apresentação. Ao encerrar o lançamento a Apple já tinha no ar o site do produto, com vídeo, descrições e todo o press kit disponível.

Um verdadeiro espetáculo. Essa é a minha opinião como Comunicólogo e Relações Públicas.

Agora a minha opinião como Marketeiro e amante de tecnologia.

Eu até entendo a apresentação do novo produto ser feita meses antes da comercialização, neste mundo onde nada mais é segredo, seria pouco provável conseguir segurar a informação do lançamento já quando estiver produzindo as primeiras unidades. Mas não entendo é a variação do Ipad normal e o Ipad com 3G. Se o cerne da idéia do produto é a ultraportabilidade por que já não ser o básico ter a conexão 3G? Até os computadores da Positivo tem! Neste momento estou conectado através de um pendrive modem 3G. Por que não o Ipad já sair com isso padrão?

Não sou um fanboy da Apple. Não tenho um adesivo da maça mordida na bunda do meu carro. Produto da empresa da maça eu não tenho nenhum e sempre quando me imagino adquirindo um produto deles, penso que existem melhores de outros fabricantes, pelo menos aqui no Brasil, aonde os produtos da Apple chegam com os valores meio proibitivos. Acho que se a carga tributária não fosse tão alta a maçanzinha conquistaria uma parte maior do mercado brasileiro. Mas também vejo a Apple não querendo abraçar tudo e todos, isso é foco! Dona Maria tem um Ipod Suffle, aquele primeiro, que parecia um tabletinho branco. Lembro que eu critiquei: “Que merda de mp3 player é esse? Tem a metade da capacidade do meu, não tem display e custa 4x mais!”. Bastou ouvir um pouquinho de música nele e percebi as diferenças, o som era fantástico, a bateria durava uma eternidade, a interação com ele é divertida e além de tudo ele era bonitinho e caprichado pacas!

E o Ipad? Cadê a maldita câmera? Como trocar a bateria? Não tem USB, leitor de cartão, nem mesmo um Bluetooth? Não é multitarefa! Poxa! Até “o guerreiro”, meu Nokia N80 é multi-tarefas e tem 2 câmeras! Olha só, estas são reclamações de usuários de Iphone já em 2007!

Reafirmo pra mim, a Apple não quer todo mundo como cliente, mas quer ser desejada por todos. É a mesma coisa com meus clientes, posso escolher aquilo que faço bem, e aquilo que não desejo fazer.

A Apple consegue sustentar as suas VCC’s (vantagem competitiva circunstancial – aquilo que são suas vantagens frente à concorrência) por muito tempo, foi assim com o Ipod, com o Iphone e será com o Ipad. Mas até que seus concorrentes a alcancem, já vendeu muito e seu nome ta feito. A Apple é aquela que mostra ao mercado as tendências, ela é seguida, muitas vezes ultrapassada, mas ainda assim consegue abocanhar o mercado que deseja.

Os Ipods e Iphones, realmente são bem divertidos, mas quando se coloca todas as qualidades na balança os brinquedinhos da Apple costumam levar algumas surras. Para piorar as coisas, além da normal concorrência, temos os chinas que estão copiando de tudo, até gente! Ipad Wi-fi para final de março? Garanto que os chinas lançarão o “Ipag” no final de fevereiro já com 3G!!!

É esperar para ver.

:: Hoje vou ao início do Carnaval em BH, camarote do prefeito e tudo mais. Carnaval em BH é uma semana antes, porque durante o verdadeiro carnaval, todos da cidade fogem! A música de hoje é para os que me criticaram dizendo que prefiro as músicas gringas em detrimento das brasileiras e para meus amigos de Brasília que acredito que o carnaval lá também seja uma merd…

Com vocês o poeta brasileiro, Falcão com G.R.E.S. Eu e meu cachorro!

 


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ÔÔÔÔ SEU MACONHEIIIIIIIRO!!!

Alguns dias atrás estavam eu voltando de não sei onde, com meu cunhado em meu carro, tenho uma KA e meu cunhado uns 130 quilos, os dois na frente do carro é uma piada, para passar as marchas tenho que pedir licença ao meu cunhado. Bem, perto aqui de casa, um camarada avançou no cruzamento sem olhar, brequei e soltei: “Ô seu fiodumaégua!!!” Meu cunhado com uma sabedoria que só ele tem, já que é cervejeiro e o rótulo de suas garrafas levam a imagem de um pirata, me solta a seguinte orientação: “Na próxima vez que for xingar alguém, xingue direito. Fiodumaégua não surte efeito mais neste caboclinhos de nossa sociedade. Use maconheiro.”

Fiquei com aquela orientação na cabeça e poucos dias depois tive a oportunidade de utilizar o novo xingamento aprendido. Um camarada no estacionamento de um supermercado não me vê aguardando e entra de uma só vez na vaga, putzzz! Solto eu:

“ÔÔÔÔ SEU MACONHEIIIIIIIRO!!!”

Caramba!!! O cara ficou nervoso demais, desceu do carro, tive que trancar as portas e subir os vidros, socou a janela, mandou que eu descesse e dizer aquilo de novo na cara dele, arranquei e desisti de fazer minhas compras.

Mas de onde veio esta raiva toda?

Como o assunto aqui é um pouco de comunicação, vou tentar abordar isso pela ótica desta ciência.

Uns 2 dias depois da quase surra e ainda um pouco amedrontado pela idéia de encontrar o tal “motorista maconheiro” novamente, baixei adquiri um documentário que aborda o assunto: Maconha. É ele: Grass. Narração de Woody Harrelson, conta sobre a maconha nos Estados Unidos, desde como era utilizada antes da proibição, como foi essa proibição e a tentativa durante todo o século XX de coibir o seu consumo. Quem puder assista. Se quiserem eu passo o link eu digo onde adquirir o filme.

Uma personalidade que me chamou a atenção no documentário foi Harry J. Anslinger. O PAI da proibição da maconha no mundo inteiro. O cara era o chefe da repreensão a maconha nos USA. Ficou 32 anos como delegadão proibidor da maconha, de 1930 até 1962, e se não bastasse, ainda foi pra ONU onde conseguiu proibir no mundo inteiro o tapa na pantera.

Anslinger durante os anos que comandava a luta contra a cannabis, utilizou de um a tudo, técnicas de comunicação, estratégias de marketing e tudo de relações públicas. No início culpou os mexicanos alegando que eram eles que traziam a maconha, depois o jazz e os negros pelo consumo desenfreado.

O czar da proibição da maconha utilizou de contatos em grandes jornais para pregar a proibição, historinhas na imprensa sobre mitos da droga, usou Elvis como garoto propaganda, (Elvis!!!), fez filmes educativos onde mostrava o tiozinho que vende hot-dogs na porta da escola traficando escondido dentro do pão, propagandas mostrando drogas dentro de balas e sorvetes para viciar crianças, o cara doidão enmaconhado batendo o carro, estuprando pessoas, cometendo crimes, a jovem enmaconhada caindo na orgia e etc.

E conseguiu.

Esse material todo correu o mundo na época de nossos pais. O “maconheiro” era o demônio, era a praga da sociedade moderna, acabava com famílias e tudo mais, fumava e se transformava em um monstro, tipo o “Pateta e o Senhor Volante“.

Acho que é por isso que o xingamento: “ÔÔÔÔ SEU MACONHEIIIIIIIRO!!!”, é tão ofensivo. O sentimento vem de tudo que foi bombardeado encima de nossa sociedade.

Harry J. Anslinger, tem que ser homenageado pela comunidade RP mundial pelo que fez e ensinou, ou será que ele fez isso tudo só porque era genro de um dos sócios da DuPont que na época criou o nylon e as cordas de nylon em uma época que as cordas de cânhamo dominavam o mercado???

Lembrem-se, ao utilizar do xingamento: “ÔÔÔÔ SEU MACONHEIIIIIIIRO!!!”, certifique-se que a via se encontra desobstruída, os vidros das janelas fechados, as portas travadas e nenhum carrinho de compra impedindo o arrancar do automóvel.

Observação: Não sou usuário de maconha, não fumo isso, apesar de ainda cair no conto do cookie batizado…


A música da vez é: Muggles de Louis Armstrong. Música de 1928, jazz, tocado por negro, com o título bem sugestivo relacionado ao assunto do post. Musiquinha para dar um tapa as 2hs da manhã.

 

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Mapa do tesouro

Eu sou um cara que adoro comunicação visual, principalmente as que têm propósito, sou fancinado com as técnicas de comunicação utilizadas para inserção.

Aqui em Beagá, existe uma grande preocupação com a inserção do portador de deficiência visual. Ruas, lojas, shopping, bancos e etc, todos trabalham a comunicação para este fim.

Estes dias fui a um banco público na UFMG. Não sou pobre de enfrentar filas em bancos e tudo mais, procuro movimentar o meu rico dinheirinho por meios eletrônicos mais cômodos, mas tem hora que não tem jeito, é lembrar minha juventude como office-boy e enfrentar a fila.

Pois bem, adentro o estabelecimento bancário do governo com aquele piso cheio de bolinhas e dou de cara com o totem de informações para deficientes físicos. Segue abaixo a imagem.

Achei super bacana, um mapa em alto-relevo e os textos em braile, fiz a foto escondida, já viu né, o segurança achou que eu era um olheiro e estava tirando fotos do banco para meus comparsas. Ele até pediu educadamente para que eu não tirasse fotos ou iria me encher de porrada.

Mas prestando atenção melhor no totem informativo, tentei seguir o que nele demonstrava. Parecia um mapa do tesouro do Capitão Jack Sparow ou de qualquer outro pirata cheio de rum. As informações não batiam, procurei a maldita rampa que no mapa informa e a agência bancária não tem desníveis para ter rampa, o banheiro me levava à porta giratória, se eu seguisse a indicação para os caixas eletrônicos eu acabaria chutando a lixeira junto à porta de saída. Fiquei indignado!

Lá fui eu para a outra agência bancária de outro banco público (só temos estes 2, então já sabem quais são), e me deparei novamente com o piso cheio de bolinhas e outro totem informativo para ceguetas. Seguindo a faixa de bolinhas no piso dei de barriga no balcão com os envelopes para depósitos e pagamentos. Esqueceram de avisar que o cego tem que rastejar para circular dentro da agência. E a tal faixa me fez ir de cara à parede de vidro.

Voltando ao totem ele informa que para os caixas, deve-se utilizar da escada à direita, escada??? Que escada? A agência só tem um pavimento!

Tá aí, um exemplo bobo, mas muito sério de como as instituições estão tão preocupas com a comunicação para inserção e de como o modismo de ser socialmente responsável é raso.

Para a próxima excursão bancária contratarei como office-boy nosso querido mineiro Geraldo Magela (o ceguinho), aí eu quero ver o que vai dar!!! (Putzzz, essa foi infame…)

:: Como prometido, vou falar também de música aqui, apartir deste post, todos terão uma música comentada. Durante a vomitação deste post eu estava preparando minha playlist para pegar a estrada e ir para o sítio cuidar de minhas galinhas, receber o meu novo galo de nome Wanderley (Ô Ô Ô Ô… O Wanderley chegou!!! – Grito da massa atleticana esta semana), tomar cachaça com caju e colher verduras e frutas bem bêbaco.

Bem a música escolhida vai agradar o meu amigo Daniel. É uma daquelas músicas de macho e redneck americano, para ser tocada em algum bar de parada de caminhão tipo “Matador de Aluguel”, com grade para proteger a banda, público de jeans, camisa flanelada e truck’s hat, bebendo bud e jogando garrafas de no palco!!!

Dê o play saca só: La Grange – ZZTop

 

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